segunda-feira, 8 de dezembro de 2008




O envolvimento do papai com o bebê desde a gestação


Você acabou de descobrir que vai ser pai, a felicidade e a ansiedade dominam suas emoções, até agora você passou pelo papel de filho. Você começa a se perguntar: Por onde iniciar o papel de pai? Como posso demonstrar toda esta felicidade para o bebê e mamãe?

Tenha certeza de que a sua vida irá mudar para melhor, afinal de contas o nascimento de um bebê é algo divino e milagroso.

Sabemos que, com a vinda do bebê, os pais se preocupam ainda mais com a questão financeira, com a saúde do bebê; olhe para estas preocupações de maneira positiva.

Não entre em crise de ciúme, pensando que você irá perder a sua parceira para o bebê, una-se a sua parceira e ao bebê, formando uma família.

Não se sinta excluído deste processo. Participe:

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Converse com sua parceira expondo suas preocupações, não deixe que este momento se transforme em um problema para você;
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Estreite os laços afetivos com o bebê. Converse com o bebê, acariciando a barriga;
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Participe da escolha do nome e apelido do bebê; e
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Compareça às consultas e exames pré-natais: proporcione apoio à sua parceira, mostre que se trata de um projeto do casal, tenha o prazer de ver o bebê no exame de ultra-som, elimine dúvidas sobre gestação e parto. Agende as consultas e exames nas suas folgas, depois do horário de expediente ou negocie estes horários com o seu chefe.
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Participe com a sua parceira do Curso de Orientação para Pais, podendo tirar todas as dúvidas sobre: gestação, parto, internação, cuidados com o bebê. Tem muitos pais que fazem este curso e ajudam a: trocar a fralda, dar banho, arrotar o bebê, existem pais que tem prazer em dividir esta tarefa.

Curta este momento a três!



Relacionamento mãe, bebê e papai

Depois do nascimento do bebê, no período em que deveriam ter mais sossego é que recebem o maior número de visitas, com mil conselhos e opiniões de como devem fazer isto ou aquilo.

Durante estas visitas, muitas vezes pais e bebê ficam estressados, mas quem acaba expressando esse incômodo é o bebê, através do seu choro desenfreado. É até surpreendente quando, depois da saída da última visita e com a volta ao clima de tranqüilidade da casa, ele milagrosamente para de chorar.

Cada um dos pais viverá, ao seu tempo e ao seu modo, a oportunidade ímpar de desenvolver este aprendizado através da construção da relação com o próprio filho. Deverão aprender a colocar limites e a exercer a autoridade necessária.

O casal deverá tomar cuidado para não criticar um ao outro, ou mesmo influenciar na construção da relação que, no caso de pai/filho e mãe/filho, é tão somente a dois; deverão abrir espaço e tempo para intimidade entre pai/filho, mãe/filho, homem/mulher, e também para o grupo pai, mãe e filho como família.

Cada um dos membros aprenderá sobre esta noção de fronteiras das relações e aprenderá a respeitar seus limites. É como se fosse uma dança que flui, individual, a dois, a três, e até em ciranda de grupo, quando estão com as famílias de origem.

Quando os dois conseguem perceber e aproveitar o que há de melhor em cada uma das duas bagagens para formarem uma terceira, passam a não ter mais necessidade de disputar sobre qual é aquela que educa melhor, se a do homem ou a da mulher. E aí sim, os dois estarão construindo o modelo da sua nova família, para através da sua cumplicidade, dar o melhor e mais precioso presente para seu filho: uma referência única para que ele se sinta seguro e siga o caminho do seu desenvolvimento de maneira saudável.

Dra. Camila Paulozzi
Psicóloga

Brincadeiras Educativas

de 0 a 03 anos de idade


O desenvolvimento de todas as potencialidades das crianças é na fase de maior desenvolvimento cerebral, ou seja, do nascimento aos três anos de idade.Através de diferentes exercícios e jogos pedagógicos, será possível oferecer às crianças bem pequenas uma variada gama de estímulos sensoriais e motores.

Para Piaget, o amadurecimento é a tendência fundamental do organismo a organizar a experiência e a convertê-la em assimilável; amadurecimento e aprendizagem influem entre si para obter o desenvolvimento.

A grande curiosidade de seu bebê, o seu interesse por tudo aquilo que está ao seu redor, a vontade de manipular os objetos: tudo isso é "jogo". Para os bebês, o jogo ou a brincadeira é um verdadeiro "trabalho", uma tarefa fundamental para explorar o ambiente e aprender com isso.

Até os 06 meses: nesta primeira fase de seu desenvolvimento, ele prefere os objetos coloridos e em movimento, como os móbiles pendurados em seu berço. Lembre-se que os brinquedos devem ser resistentes e grandes o suficiente para evitar acidentes quando ele inevitavelmente tentará saboreá-los.

Dos 6 meses a 1 ano: agora seu filho já sabe fazer muitas coisas. Está já sentado e se diverte em segurar os objetos e atirá-los para longe: é o primeiro sinal que o levará a movimentar-se. Brinquedos de borracha, a famosa brincadeira "achou” pois se você se esconder e reaparecer, aos poucos ele irá entender um conceito fundamental: que a mamãe está sempre presente, mesmo se não a vê por alguns instantes.

Dos 12 aos 18 meses: agora o bebê já aprendeu a andar, é dono da casa, e pronto a transformar qualquer coisa em um brinquedo. Uma brincadeira que o diverte muito é reunir e organizar os objetos, por exemplo, colocando em fila os cubos coloridos. É o momento de estimular sua criatividade, tomando os cuidados necessários para que não se machuque.


Dos 18 meses aos 3 anos: seu filho é cada vez mais autônomo e agora apreciará os brinquedos com rodas... tricíclos e bicicletas são os favoritos. Por volta dos 2 anos, é provável que ele invente um amigo imaginário e fale com ele em voz alta enquanto brinca sozinho. Não se preocupe, é um acontecimento comum e pode demonstrar a vontade de estar com outras crianças. As brincadeiras dos meninos e das meninas começam a se diferenciar. Mas é de gosto comum o brinquedo de encaixe, como os quebra-cabeças, excelentes para desenvolver a atenção e as habilidades manuais.

Dra. Camila Paulozzi
Psicóloga